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ANTAR MIKOSZ

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Antar mikosz

O artista visionário Antar Mikosz cria obras de arte que são como janelas de percepção. Seu livro, Arte Visionária e os Estados não-ordinários de Conscicência, é um estudo abrangente sobre psicodelia, arte e ciência. Também explora medicamentos ancestrais, como a ayahuasca.

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A arte de Mikosz é baseada na crença de que todos nós temos a capacidade de acessar estados incomuns de consciência. Através  de sua arte, ele revela nuances de suas experiências conectas com a verdadeira natureza do artista. 

Tendo se apresentado em inúmeras exposições e galerias ao redor do mundo Brasil, Áustria, EUA. Atualmente vive na Europa na cidade de Lisboa-Portugal, onde continua a produzir novas obras de arte e a partilhar a sua visão com o mundo.

 

O trabalho de Mikosz reflete sobre o uso de plantas medicinais na religião e na ciência, a psicodelia e a produção das Belas Artes.  O estudo de sua obra permite ver como os psicodélicos podem ser usados ​​em um contexto religioso ou xamânico, como podem ser empregados nas pesquisas terapêuticas e qual pode ser seu impacto nas Belas Artes desde o período da arte rupestre.   

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José Eliézer Mikosz (Antar) nasceu em 1956, em Curitiba, Paraná. Sabe-se que nem sempre é fácil precisar a origem de nossos antepassados. No caso de José Eliézer Mikosz, seus antepassados habitavam a Polônia anexada ao Império Austro-Húngaro, por isso chegaram ao Brasil portando passaporte austríaco, mas sua língua e sua cultura eram a polonesa. Durante a queda do Império Austro-Húngaro, o bisavô de José Eliézer Mikosz, Jósef Mikosz, veio com seus filhos para o Brasil. Eles se estabeleceram na região de Curitiba, no bairro Abranches, inicialmente como donos de pequenas vendas e armazéns. O filho temporão de José Mikosz nascido no Brasil, José Mikosz Filho, é o avô paterno de José Eliézer, pai de seu pai, Estefano Mikosz (originalmente Stephen Mikosz). O desenho, a pintura, a música e questões da espiritualidade e da consciência humana despertaram o interesse de José Eliézer Mikosz desde a tenra infância. Povoavam seu imaginário os sonhos, as histórias fantásticas, a magia, a alquimia, a cabala, o esoterismo, entre outras manifestações culturais e religiosas, que o faziam questionar-se sobre o mistério da vida. Sua mãe, Zoé Costa Mikosz, que frequentava o curso livre ministrado por Guido Viaro na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, apresentou-lhe o rosacrucionismo e deu grande incentivo para que José Eliézer Mikosz seguisse tanto o caminho da arte quanto o da espiritualidade. Com apenas 11 anos de idade, José Eliézer Mikosz foi premiado com uma Menção Honrosa em um concurso nacional de desenho promovido pelo Banco Português do Brasil, o concurso “A Criança e a Caravela”, de 1967. Chegou a cursar dois anos de Medicina, mas interrompeu a formação e passou a se dedicar às artes visuais, sem nunca abandonar sua pesquisa sobre as possibilidades de expansão da consciência. Essa pesquisa se atrelaria à sua produção artística e faria com que a arte, para ele, fosse muito “além da arte”. Graduou-se, em 1984, no curso Superior em Pintura e em Licenciatura Plena em Desenho, pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde atua como professor e pesquisador desde 2006. Entre 1989 e 1990, estudou no Synchronicity Space, em Nova Iorque. Em seu mestrado, cursado na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, estudou a relação entre a arte e a tecnologia. Já em seu doutorado, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, aprofundou-se nas representações artísticas de visões próprias a Estados Não Ordinários de Consciência (ENOC), ou, como explica o artista, estados de consciência que se destacam da “consciência comum”, a nossa consciência racional do dia a dia, e que são alcançados por meio de experiências místicas, de acordo com cada cultura e preferência pessoal. Com esse estudo e com suas próprias produções artísticas e ritualísticas, José Eliézer Mikosz mergulha e se consolida na Arte Visionária. Em 2007, realizou exposição individual intitulada “Expressões da Anima”. Sua exposição individual realizada em 2011 intitulou-se “Auras, Mitos e Imaginário”. Em 2013, participou da “1ª Mostra Internacional de Arte Visionária do Brasil”, que se tornou a “Bienal Internacional de Cultura Psicodélica”, da qual José Eliézer Mikosz participa regularmente. O artista também participa frequentemente de festivais como Adhana e Terra Azul, onde estão presentes mostras de Arte Visionária/Psicodélica. Em 2016, participou da exposição “Inner Visions: Sacred Plants, Art and Spitituality”, que foi exibida na galeria de arte Richard F. Brush da Saint Lawrence University e no Brauer Museum of Art da Valparaiso University, respectivamente em Canton, Nova Iorque, e Valparaiso, Indiana, Estados Unidos. Sua obra The Gateway tornou-se parte do acervo permanente do American Visionary Art Museum, em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, quando de sua participação, em 2017, na exposição “The Great Mistery”. Essas são apenas algumas entre as mais de 40 exposições coletivas e individuais, salões e mostras das quais José Eliézer Mikosz já participou ou que realizou até o momento. O artista encontra-se em plena atividade. Tal como as potencialidades da consciência humana, a pesquisa, a evolução e as contribuições à arte de José Eliézer Mikosz alimentam-se desse constante despertar. Seu pós-doutorado, realizado na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2017-2018), foi ocasião de mais aprofundamentos acerca da Arte Visionária e Psicodélica. Artista transmídia, que une música e artes visuais, professor e pesquisador, José Eliézer Mikosz percebe a expressão artística como uma necessidade vital e uma parte essencial de sua busca utópica por libertação e transcendência, busca que dá sentido à sua vida e à qual se dedica de corpo e alma. Desde 2017, divide residência entre Curitiba e Lisboa.
 

(Coautoria: Heliana Grudzien e Ivi Belmonte - polonidadenobrasil.org.br)

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Artista transmídia, professor e pesquisador. Pós-doutoramento em Ciências da Arte e do Patrimônio com o tema em Arte Visionária e Psicodélica na FBAUL, 2018. Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH-UFSC) com a tese A Arte Visionária e a Ayahuasca, 2009. Professor Associado da EMBAP e Editor da Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais  Art&Sensorium. PPGARTES  Programa de Pós-Graduação em Artes, FAP  Faculdade de Artes do Paraná, UNESPAR. Membro do CIEBA-Fbaul Universidade de Lisboa. Investigador correspondente do CHAM, Universidade NOVA de Lisboa. Pertence ao Comitê Científico da Universidade Internacional Rose Croix (URCI-AMORC). Membro do Conselho Consultivo do Centro de Pesquisa para o Estudo de Plantas de Psicointegradoras, Arte Visionária e Consciência - WASIWASKA. Associado ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicativos (NEIP). Artigos, palestras e exposições nacionais e internacionais como no Chile, Portugal, Bélgica, Espanha, Áustria, Inglaterra, Itália, França, Alemanha, EUA. 

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